Aos 12- Disputar uma Olimpíada e carregar uma medalha que valesse muito mais do que todas aquelas que enferrujavam juntas na minha estante.
Aos 14- Publicar um livro que na verdade não passaram de rascunhos que narravam a vida daquele guitarrista malucão que só eu conhecia e que nem sabia tocar guitarra direito.
Aos 16- Passar no vestibular e ser mais uma daquelas jornalistas que separa o sujeito do objeto com vírgulas, quase matando os professores de Língua Portuguesa do coração quando lêem o jornal.
Aos 18- Casar com aquele que seria o pai dos meus filhos, mas que no final das contas acabou me trocando por um instrumento musical e uma talentosa vida com "ela".
Aos 20- Esquecer o cara mais sensacional que eu já conheci, e que quando tento imaginar minha alma, vejo a imagem dele refletida diante de um espelho.